
O eclipse lunar “quase total” atingiu o auge na madrugada desta sexta-feira (28/8), quando 96,2% da Lua ficou obscurecida. O fenômeno, que começou na noite de quinta-feira (27/8), foi visível em todo o Brasil, e teve aparência semelhante a um eclipse total.
A primeira fase do eclipse começou por volta das 22h24, com uma redução sutil no brilho da Lua. A fase parcial teve início às 23h34, e o ponto máximo foi registrado à 1h13. O fenômeno foi visível em toda a América do Sul e América Central, além de grande parte da América do Norte. Áreas do oeste da Europa e da África também estão na faixa de observação. O fim do eclipse foi às 04h02.
O Observatório Nacional promoveu uma nova edição do programa “O Céu em sua Casa: observação remota”, que acompanhou o fenômeno em live, com participação e comentários de astrônomos do Observatório.
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O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, em um alinhamento perfeito, o que bloqueia a luz solar direta e projeta sua própria sombra sobre a superfície da lua, a escurecendo total ou parcialmente.
Quem não conseguiu assistir ao fenômeno terá de esperar um pouco para a próxima oportunidade. De acordo com o Observatório, dois eclipses lunares estão previstos para acontecer no ano que vem, mas ambos serão do tipo penumbral, em que a diferença do brilho é quase imperceptível a olho nu.
Em 2028, um outro eclipse lunar parcial será visível em todo o Brasil, na noite entre os dias 11 e 12 de janeiro, com obscurecimento de apenas 2,4%. Ao longo do ano, dois outros eclipses lunares acontecerão, mas esses não serão visíveis no Brasil. Após esses, um eclipse lunar total visível em todo o país só deve ocorrer na noite entre 25 e 26 de junho de 2029.

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