CB. Poder

"É preciso combater a revitimização", afirma a deputada eleita Renata d'Aguiar

Distrital recém-eleita pelo partido Republicanos relembra histórico na Subsecretaria da Mulher e protesta contra a violência institucional de gênero

Deputada distrital Renata d'Aguiar foi eleita em sua primeira disputa ao cargo. Ela foi a entrevistada do CB.Poder desta terça-feira (13/10) -  (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)
Deputada distrital Renata d'Aguiar foi eleita em sua primeira disputa ao cargo. Ela foi a entrevistada do CB.Poder desta terça-feira (13/10) - (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)

Eleita deputada distrital com 28.172 votos, Renata d'Aguiar (Republicanos) conquistou o cargo na Câmara Legislativa em sua primeira disputa eleitoral. Convidada para participar do CB.Poder, programa do Correio em parceria com a TV Brasília, a parlamentar contou sobre o seu trabalho na Cidade Estrutural com os catadores que dependiam do antigo Lixão Estrutural. Em entrevista às colunistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, Renata compartilhou suas ideias como ex-subsecretária da mulher.

Nascida no Rio de Janeiro, a representante do partido Republicanos relembra que chegou a Brasília com 23 anos, depois de passar em um concurso para auditora federal. Sempre envolvida em causas sociais, ela foi voluntária de uma creche na Estrutural, onde conheceu filhos de catadores e suas famílias. “Havia muitas mulheres trabalhando como catadoras, enquanto eu, tão jovem quanto elas, estava ali como auditora. A única diferença entre nós era a oportunidade: eu tive, elas não.”

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A partir do contato, ela decidiu ajudar a categoria por meio do projeto Reciclando o Futuro,  pouco antes do Lixão fechar em 2018, momento em que Renata presenciou famílias passando fome em 2018, por falta de renda. “Foi quando comecei a atuar mais politicamente, buscando interlocução com o GDF para dar voz aos catadores”, relembrou. “O fechamento aconteceu de forma abrupta. Muitos trabalhadores eram invisíveis para o Estado, não recebiam benefícios e não tinham outra fonte de renda.”

Subsecretaria da Mulher

Trazendo seu histórico no movimento contra a violência sofrida pelas mulheres, Renata relembrou uma situação vivida com detentas da Colmeia (Penitenciária Feminina do Distrito Federal). Segundo ela, as presas estariam reclamando que recebiam protetores de calcinha, e não absorventes.

Apurando os motivos, Renata descobriu que o setor de compras era composto por homens, que acreditavam que os produtos eram equivalentes por análise de descrição e preços. "Aquilo me mostrou a importância de nós, mulheres, ocuparmos todos os espaços para dar voz às nossas próprias necessidades e lutas."

A sugestão da futura parlamentar é que haja maior integração entre as secretarias para garantir políticas públicas para as mulheres. "Precisamos combater a revitimização, para que a mulher conte a sua história uma única vez e o Estado trabalhe de forma integrada para atendê-la."

Assista na íntegra a entrevista:

 

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postado em 13/10/2026 17:57
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