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"Políticas estruturantes são necessárias", diz setor produtivo

Em entrevista, os presidentes da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e da Fape-DF, Fernando Cezar Ribeiro, detalham as reivindicações que o setor produtivo deseja apresentar aos candidatos ao GDF sobre questões que incluem segurança, saúde, infraestrutura e educação

 José Aparecido Freire, presidente da Fecomercio-DF e Fernando Cezar Ribeiro, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF), são os entrevistados do CB.Poder
 -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
José Aparecido Freire, presidente da Fecomercio-DF e Fernando Cezar Ribeiro, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF), são os entrevistados do CB.Poder - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O setor produtivo do Distrito Federal promoverá um evento, nos dias 31 de agosto e 3 de setembro, para apresentar as demandas do grupo e ouvir as propostas de seis candidatos ao Governo do Distrito Federal. Em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF), Fernando Cezar Ribeiro, afirmaram que as principais reivindicações das entidades envolvidas estão relacionadas a questões estruturais, que incluem segurança, saúde, infraestrutura e educação. Aos jornalistas Samanta Sallum e Carlos Alexandre de Souza, eles também falaram sobre o desejo de fazer um retrofit no Setor Comercial Sul e de revitalizar a Granja do Torto. Confira os principais trechos:

Qual é a principal demanda que o setor tem para o futuro governante do DF? 

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Fernando Cezar Ribeiro: Temos Fecomércio-DF, Fibra, Fape-DF, CDL-DF, Sebrae-DF, Fenatac e Faci-DF trabalhando em prol do desenvolvimento econômico daqui. Queremos que o próximo governo tenha políticas estruturantes para o setor produtivo. Isso envolve segurança, saúde, educação e infraestrutura, principalmente de transporte. Vamos levar essas demandas para os próximos governantes para que eles possam tentar mostrar quais seriam as políticas deles. Não vamos só falar, mas cobrar também. 

José Aparecido Freire: Nossa ideia é mostrar para o governo o que nós representamos. A gente vem fazendo um programa de integração com as câmeras que estão sendo doadas ao projeto DF 360 da Secretaria de Segurança Pública. O DF teve uma péssima avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Estamos em último lugar. Então, nós precisamos ajudar, também, na questão educacional. O Senac tem uma parceria com a Secretaria de Educação que está sendo renovada para 2027. Trata-se da qualificação do ensino técnico médio. Vamos ter, a partir do ano que vem, mais de 5 mil alunos fazendo contraturno no Senac. Nós representamos 62% de todo o Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no Distrito Federal, que são mais de R$13 bilhões. Essas entidades reunidas para o evento que batizamos como Diálogos com o Setor Produtivo representam 80% dos empregos que são gerados aqui. Queremos mostrar para os candidatos que existe uma união do setor e que desejamos o desenvolvimento do Distrito Federal.

Quais outras parcerias são urgentes ou possíveis? 

Ribeiro: A regularização fundiária. Principalmente aqueles pioneiros que vieram para Brasília na década em que ela foi inaugurada têm um grande sonho de ter suas propriedades. Até hoje, não fizeram a regularização fundiária das terras rurais. Com segurança jurídica, conseguimos fazer vários outros investimentos que estão sendo travados. Um pequeno produtor não consegue pegar um financiamento porque não tem as terras em seu nome, por exemplo. Todo arcabouço jurídico está feito. O que falta é uma decisão política. O que a gente precisa é implementar aquilo que foi pensado no passado. 

O setor tem preocupação com o transporte público?  

Freire: Sim. Hoje, a média de tempo de deslocamento é de duas horas para ir e duas horas para voltar. É muito tempo. A pessoa chega ao trabalho, muitas vezes, cansada, e quando vai para casa, está mais (cansada) ainda. O metrô também. Acho que faz alguns anos que ele não tem uma atualização tecnológica. Não foi comprado mais nenhum vagão. Então, precisamos acelerar esses processos. É preciso ampliar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para onde não tem. Entendo que os maiores problemas do DF são a questão do transporte e da saúde. Os outros, educação e segurança, já têm uns passos mais adiantados. 

De que forma o setor se coloca como parceiro do governo para que Brasília não seja tão dependente do serviço público? 

Freire: Temos um projeto da Fecomércio, CDL e de outras entidades para o Setor Comercial Sul. A Universidade Católica de Brasília ajudou bastante nele. A ideia é retrofitar a região e fazer uma rua 24 horas, algo que não temos aqui. Assim, a área pode virar um polo de economia criativa e tecnológica dentro do DF. Isso vai gerar investimentos do Governo Federal e levar empresas para aquele local. Somos a favor de que haja moradia no Setor Comercial Sul, porque isso vai fazer com que haja pessoas lá 24 horas por dia. 

Há um projeto para a Granja do Torto? 

Ribeiro: É nosso grande sonho. A Granja do Torto, no passado, parava Brasília. Era um ícone. Todo mundo ficava esperando as exposições para que a gente pudesse conhecer um pouco do agro e ver aqueles shows. A gente quer fazer um processo de revitalização, mas pensando também em negócios. A ideia é transformar lá em um polo tecnológico e de agronegócio para que possamos aproveitar aquela estrutura maravilhosa e fazer negócio lá. 

 

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

 


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postado em 29/08/2026 05:00
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